Gurias, olhando a revista Cláudia bebê, saiu uma entrevista com Adriane Galisteu onde ela fala sobre as descobertas da maternidade em sua vida (queres ver?
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Entre as coisas que ela descobriu no papel de mãe do Vittorio, eis que Adriana acaba falando sobre ter que ficar longe do filho (muitas vezes em função do seu trabalho) e de como não se sente culpada por isso.
Acho que isto é uma realidade na vida de muitas mamães que hoje têm que conciliar as delícias da maternidade com a sua carreira profissional e sabemos que encontrar um equilíbrio não é tarefa das mais fáceis. A presença da mulher no mercado de trabalho exige uma (re) adaptação quando o neném chega, e aí a mulher acaba se dividindo.
Acho que não temos como generalizar, tampouco criar um modelo único de como chegar a um equilíbrio,uma vez que cada uma vai experimentar a maternidade de uma maneira única e singular, mas confesso que me dá um certo desconforto, quando crianças tão pequeninas são privadas do contato com sua mãe por um período curto para nós, adultos, mas longos para ela, bebês.
Durante o primeiro aninho de vida, principalmente, o bebê não tem condições de entender este afastamento, uma vez que ainda não consegue prever quando a mãe retornará. Esta habilidade será conquistada ao longo de seu desenvolvimento, junto com a capacidade de espera, e com a ajuda da mãe (ou quem exerça este papel com a criança). Muitas vezes um simples afastamento, pode ser sentido pela criança como um abandono, pois a única coisa que ela "sabe"é que sua mamãe não está ali...
É claro, que não estou me referindo a ausência da mãe num dia de trabalho, pois é justamente neste encontro-desencontro-encontro que a criança vai criando a experiência de que sua mãe vai mas,...volta, me refiro a prazos mais longos onde a criança fica sem entender e sem saber o que aconteceu com sua mamãe.
Muitas vezes as mães, por desinformação, e buscando o melhor para seu bebê, acreditam que não mexer na sua rotina, e deixá-lo em casa é melhor do que levá-lo junto em viagens, no entanto, a troca da rotina, nessa ocasiões, é melhor do que deixá-lo privado do contato e carinho diário. Há casos em que a separação pode, inclusive, ser sentida como um desamparo (mesmo que a criança fique com avós, família, etc...).
O primeiro aninho de vida da criança é muito importante para o desenvolvimento da criança, não só pelas conquistas físicas, mas para o desenvolvimento de seu apego e sua capacidade de sentir-se segura, portanto é um período onde deveríamos evitar separações mais longas dos seus vínculos primordiais.
Culpa? ninguém quer carregar, tampouco cabe aos outros julgar e atribuí-la gratuitamente a uma outra pessoa, mas para ficarmos mais tranqüilas com nós mesmas e mais seguras com o desenvolvimento de nossos pequenos, devemos saber que nos anos iniciais as crianças vão sim precisar de uma dedicação mais exclusiva da mamãe até que gradativamente possam ir se separando e com uma maior autonomia descobrir o mundo com mais segurança.
Se você fica em dúvida de quando pode deixar seu filhinho com a tranqüilidade de que ele vai ficar bem, procure uma ajuda profissional que poderá te auxiliar e pensar junto com você alternativas para cada situação.
E você, como se sentiu quando teve seu nenê?
Quando voltaste a trabalhar? Foi tranqüilo, fácil?
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